A natureza revela


É o universo, com todas as suas galáxias, constelações,
estrelas, cometas, planetas e satélites, apenas o resultado
acidental de uma explosão ocorrida há bilhões de anos atrás

É a vida um mero resultado do acaso? Apenas uma combinação bem
sucedida de átomos? Somos nós o resultado de uma evolução não
direcionada, que teria transformado animais simiescos em seres humanos?

Ou a verdade está na criação, no Criador que, pelo seu poder,
teria dado origem a tudo quanto existe, inclusive a nós?

Você precisa saber!

...

A teoria da evolução afirma que descendemos de um organismo vivo
unicelular que teria existido há bilhões de anos. A tese criacionista afirma que
somos obra das mãos de um Criador. Qual a verdade sobre as nossas origens?

...

Até meados do século passado, o mundo civilizado vivia sob forte influência do cristianismo. Em um universo de idéias tão fechadas, não foi fácil a escalada do evolucionismo. Lentamente, porém, após a publicação do livro de Darwin, a opinião pública começou a mudar. Primeiro foram os círculos científicos, depois as rodas intelectuais e então, indistintamente, todas as camadas sociais.

Temos, portanto, dois modelos das origens, o evolucionista e o criacionista, propondo-se a explicar o surgimento da vida, a diversidade de formas em que ela se apresenta, a origem do sistema solar, das galáxias, do universo como um todo.

Nosso objetivo neste estudo é proporcionar condições para o início de uma análise da questão das origens através de fatos extraídos da natureza.


O que dizem as leis da natureza?

O conceito de evolução contraria basicamente todas as leis da natureza, mas a situação é especialmente crítica quando se trata da lei da biogênese e da primeira e segunda leis da termodinâmica.

A primeira lei da termodinâmica é conhecida como a lei da conservação da energia. Ela afirma que a energia pode assumir diferentes formas (incluindo a massa), que é possível transformá-la de uma forma para outra, mas que a quantidade total de energia presente no universo é sempre constante.

A segunda lei da termodinâmica afirma haver uma tendência irreversível nos processos completos em si mesmos para que ocorram na direção de uma ordem inferior. Isto significa um aumento na desorganização, desordem e decaimento se todo o sistema é levado em consideração. Em outras palavras, toda e qualquer alteração aleatória em um sistema altamente organizado tende a desorganizá-lo.

A lei da biogênese afirma que vida provém somente de vida. Em outras palavras, todo organismo vivo descende de outro semelhante a ele.

Não há leis científicas mais firmemente estabelecidas do que estas. Não há uma única exceção conhecida a essas leis e isto faz com que desfrutem de prioridade sobre todas as demais.

Há cerca de 300 anos, as pessoas acreditavam na geração espontânea, i.e., que pedras no caminho davam origem aos sapos em noites de tempestade, que celeiros de milho davam origem aos ratos e que carne em decomposição gerava vermes. Após a invenção do microscópio, algumas pessoas chegaram ao absurdo de afirmar que microorganismos eram evidências de que a vida podia ser gerada espontaneamente.

Foi preciso o gênio de homens como Pasteur e Redi para que se compreendesse que a geração espontânea não passava de um mito. Numa série de brilhantes experimentos realizados em praça pública, ficou comprovado, além de qualquer dúvida, a verdade que hoje se conhece como a lei da biogênese, amplamente aceita pela comunidade científica.

Evolucionistas são, na verdade, os modernos adeptos da teoria da geração espontânea. Eles não afirmam, é óbvio, que isso esteja ocorrendo em nossos dias. Dizem, porém, que há bilhões de anos atrás, a vida surgiu espontânea e diretamente da matéria inorgânica, num lance casual que deu origem a um organismo unicelular, do qual descendem todos os outros que vivem hoje ou que já viveram no passado.

Veja como o evolucionista George Wald coloca esta questão:

“A respeito da evolução espontânea, ela continuou encontrando aceitação, até ser finalmente descartada pelo trabalho de Louis Pasteur - É curioso que, até recentemente, professores de biologia habitualmente contavam essa história como parte de suas introduções a estudantes de biologia. Eles então terminavam o relato excitados pela convicção de que haviam dado uma demonstração do aniquilamento de noções místicas através da experimentação científica e pura. Seus estudantes costumavam ficar tão inebriados que se esqueciam por completo de perguntar ao professor como ele explicava a origem da vida. Esta teria sido uma questão embaraçosa, pois há somente duas possibilidades: ou a vida surgiu através da geração espontânea, o que o professor já havia refutado, ou então surgiu através da criação sobrenatural, o que ele provavelmente teria considerado como anti-científico.

De minha parte, penso que a única posição científica sustentável é que a vida originalmente surgiu mesmo através da geração espontânea. O que a história revista demonstrou é que a geração espontânea não ocorre mais nos dias de hoje.”

Assim, como podemos observar, Wald apenas usa de retórica. Não há qualquer evidência científica que ele possa citar em suporte à sua conclusão. Ele é, como todo evolucionista, apenas mais um moderno defensor da geração espontânea. Só que eles agora tiveram o cuidado de posicioná-la, na história da Terra, em uma época que não pode ser alcançada pela experimentação. Não há, entretanto, nenhuma razão para que, no passado, a geração espontânea seja julgada plausível.

Vale a pena, portanto, enumerar as restrições impostas ao pensamento evolucionista por essas três leis:

1) A matéria e a energia não podem ser criadas nem destruídas enquanto a primeira lei da termodinâmica for válida;

2) Vida não pode se originar da matéria inanimada enquanto a lei da biogênese for válida;

3) O universo não pode caminhar na direção de sistemas mais organizados enquanto a segunda lei da termodinâmica for válida.

Tais restrições não são misteriosas. Elas são plenamente observáveis e o senso comum nos diz que é exatamente isto que devemos esperar como parte da nossa realidade. As leis básicas da natureza impõem estas restrições específicas.

Muitas pessoas têm tido a falsa esperança de um dia poder inventar a máquina de movimento perpétuo, mas todas elas, cedo ou tarde, têm que se confrontar com a restrição da primeira lei da termodinâmica. Alguns têm procurado criar vida dentro do laboratório, mas a restrição da lei da biogênese tem bloqueado seus esforços. Outros têm procurado imaginar um sistema que se auto-aperfeiçoe, mas a restrição da segunda lei da termodinâmica tem se mostrado um obstáculo intransponível.


Evidências da criação?

Citamos, a seguir, uma coleção significativa dessas evidências:

1. O eixo da Terra forma com o plano de sua órbita em torno do sol um ângulo de 230º27'. Em conseqüência desta inclinação e do movimento de translação em torno do sol resultam as estações do ano. Em muitas partes do mundo são um fator importante tanto para dar oportunidade de suprimento de gêneros alimentícios quanto para conceder uma estação na qual o solo descansa, absorve umidade e aumenta sua fertilidade. Por outro, sem esta inclinação, o vapor d’água dos oceanos se expandiria para os polos norte e sul, empilhando montanhas de gelo em detrimento do restante do planeta.

2. A Terra no seu movimento de rotação leva 24 horas para completar uma volta em torno do seu eixo. Se a velocidade de rotação fosse reduzida a 1/10, o tempo de duração dos dias e das noites aumentaria cerca de dez vezes. Isto seria desastroso: durante o dia o sol abrasador queimaria toda a vegetação, enquanto que as baixíssimas temperaturas a noite congelariam tudo que tivesse sobrevivido.

3. A Terra está a uma distância conveniente do sol para a sobrevivência da vida animal e vegetal. Se estivéssemos à distância igual a de Mercúrio ou Vênus, seríamos torrados pelo calor, enquanto que os planetas de Marte a Plutão são gelados demais para abrigar as formas de vida conhecidas.

4. Vivemos sobre a litosfera ou crosta terrestre, delgada camada que provavelmente não possui mais de 100 Km de espessura, cifra muito modesta se levamos em conta que o raio médio da Terra é da ordem de 6.367 Km. Entretanto, se a crosta terrestre fosse apenas um pouco mais espessa, os elementos metálicos da crosta teriam se combinado com todo o oxigênio livre na atmosfera, excluindo toda e qualquer possibilidade de vida animal. Por outro lado, se os oceanos fossem mais profundos, absorveriam tanto bióxido de carbono que impediriam a existência das plantas.

5. A atmosfera terrestre compõe-se de uma mistura de gases, entre os quais dois têm maior importância: o oxigênio (21%) e o azoto (78%), embora existam outros, tais como gás carbônico, hidrogênio, hélio, etc. Sem esta atmosfera, a vida seria impossível, tanto para os homens como para os animais e plantas. Nitrogênio demais na atmosfera reduziria todas as funções do organismo resultando em sua morte. Oxigênio demais também seria prejudicial, aumentando as atividades do organismo a um ritmo tal que a vida não poderia persistir por muito tempo. Teria esta composição tão equilibrada se desenvolvido acidentalmente?

6. A atmosfera terrestre possui densidade adequada para proteger-nos da chuva de milhões de meteoritos que diariamente nela penetram à velocidade aproximada de 45 Km por segundo, sendo queimados antes de atingirem nossas cabeças. Se a atmosfera fosse mais rarefeita, sofreríamos um constante e terrível bombardeio.

7. Além disso, a atmosfera nos serve como um escudo protetor contra radiações letais. Informações de satélites espaciais americanos indicam que as radiações chegam a 10 roentgens por hora a uma distância de 2.000 Km da superfície terrestre. Se estas radiações atingissem a Terra, a vida humana seria virtualmente impossível.

8. O tamanho físico da terra é justamente adequado para a subsistência da vida como a conhecemos. Se a Terra fosse do tamanho da Lua, sua força de gravidade seria incapaz de reter a água e a atmosfera que a circunda. Se o seu diâmetro fosse duplicado, a força da gravidade também seria duplicada e a violenta pressão atmosférica afetaria seriamente todas as formas de vida.

9. Enquanto a maioria dos elementos se contrai no ponto de congelamento, a água expande-se em 1/11 do seu volume. Isto faz o gelo flutuar na superfície dos lagos e mares, impedindo seu congelamento total e o aniquilamento da vida aquática.

10. A Lua dista cerca de 384.000 Km da Terra. Se esta distância fosse apenas 80.000 Km, as marés, atualmente inofensivas, haveriam de inundar e submergir todos os continentes duas vezes ao dia, destruindo qualquer possibilidade de vida.

Esta lista de evidências da própria natureza poderia ser estendida indefinidamente, indicando que o universo obedece a um plano e propósito daquele que o criou. Todos os itens acima referidos são vitais para a existência da vida na Terra. É evidente que para um universo de tal complexidade e perfeição não há lugar para o acaso ou desenvolvimento acidental. Ordem, complexidade, beleza e perfeição requerem alguém que tenha posto tudo em ordem! A mente que se rebela contra um Deus Criador deve crer que as maravilhas que o rodeiam são meros frutos do acaso, apenas o resultado de uma explosão não dirigida e absolutamente casual.

Se invadimos o mundo dos seres vivos, as evidências são ainda mais palpáveis. Os insetos do gênero Umponia, agrupam-se imóveis sobre um tipo de planta, e dela se alimentam sugando sua seiva. Curiosamente, porém, eles se assemelham aos espinhos do caule dessas plantas, o que despista as aves, suas piores inimigas. Que aparência providencial! Isto jamais poderia ter ocorrido por acaso.

O livro "O Assombroso Mundo da Natureza", exibe (p. 82) uma lagarta que, ao se sentir ameaçada, esconde seu corpo atrás de uma folha e mostra somente a parte anterior, dilatada e de cabeça para baixo. A cabeça assim inflada apresenta umas manchas laterais que se assemelham a olhos e a aparência final é a de uma terrível víbora de mordedura mortal, existente na região, e que seus predadores, certos tipos de aves, temem muito.

Mimetismos, simbioses, falsas simbioses, a adaptação perfeita de cada ser vivo ao meio ambiente em que vive, tudo isso revela um planejamento que, por sua vez, nos conduz a um Planejador. Por isso, é no mínimo muito intrigante o depoimento de Albert Szent-Gyorgyi, um bioquímico húngaro, detentor do prêmio Nobel (1937) e que durante algum tempo se preocupou com uma curiosa simbiose que ocorre nos oceanos, a cleaning symbiosis.

Ele estudou a vida de certos grandes peixes que vagueiam pelos oceanos alimentando-se de peixes menores e acumulando detritos e parasitas em suas bocas, o que começa a irritá-los. Eles, então, se dirigem a uma espécie de estação de prestação de serviços e ali abrem suas bocas permitindo que camarões e pequenos peixes executem todo o trabalho de limpeza. Ao final do trabalho, os grandes peixes esperam que todos se retirem, para então retomarem o velho hábito de devorar tudo o que lhes aparecer pela frente. Sobre esse tipo de simbiose, Szent-Gyorgyi afirmou:

"Tudo isso pode parecer muito simples, mas diz respeito a um intrincado complexo incluindo o mecanismo nervoso. Tudo isso teria de se desenvolver simultaneamente (o limpador entrando na boca do grande peixe, ao mesmo tempo em que este suspende seu hábito de comer pequenos peixes) o que, como mutação, tem o grau de probabilidade zero. Sou incapaz de abordar essa questão sem supor uma tendência inata na matéria de se aperfeiçoar a si mesma."

Este depoimento é especialmente surpreendente porque ele ratifica tudo o que dissemos até aqui: as mutações não podem ser responsáveis pela evolução. Vejam como Szent-Gyorgyi é categórico ao afirmar que o grau de probabilidade de um evento dessa natureza é zero, o que significa evento impossível. Apesar disso, ele prefere crer que a matéria guarde em si mesma uma tendência de se aperfeiçoar a si mesma, embora isso nunca tenha sido observado, medido ou quantificado.


Conclusão

Não! Não é verdade que o universo seja o resultado de uma grande explosão; que a vida seja um produto do acaso; que os seres humanos tenham tido ancestrais simiescos; que todos os seres vivos descendam de um minúsculo ser unicelular que veio à existência através da geração espontânea.

É, portanto, curioso que, apesar dos fatos, brilhantes homens de ciência hesitem em reconhecer que as evidências apontam, de modo insofismável, na direção do Criador que tudo fez, incluisive a cleaning symbiosis, as demais formas de vida e a matéria que compõe o universo e que, em si mesma, não pode guardar nenhuma tendência de auto-aperfeiçoamento.

Christiano P. da Silva Neto

Mais importante do que todas estas particularidades acerca do planeta em que vivemos, é conhecer o por quê disso tudo. Por que todas estas maravilhas? Por que existe o universo? Qual a razão de ser do nosso sistema solar? Da vida aqui na Terra? Por que você e eu existimos? Há, aqui na IBV, um importante artigo que contém estas respostas: O Propósito da Vida. Ele se encontra na sala A BÍBLIA DIZ ASSIM.